Posts

Neste artigo, assinado pelo Dr. Bruno Françóia, o autor analisa o crescimento dos pedidos de Recuperação Judicial no Brasil e destaca a importância da atuação técnica do Administrador Judicial para assegurar transparência, governança e segurança jurídica nos processos.

 

Artigo publicado em portal especializado, destaca os desafios atuais dos processos recuperacionais e a importância da atuação técnica e institucional.

O aumento dos pedidos de Recuperação Judicial no Brasil e a crescente complexidade dos processos têm exigido maior rigor técnico e institucional na condução dos procedimentos. Esse foi o tema do artigo assinado pelo Dr. Bruno Françóia, diretor do Grupo MBF Partners, publicado em “Administração Judicial”, portal especializado do setor.

No conteúdo, o autor analisa as transformações no perfil das empresas que recorrem ao instituto, destacando que a Recuperação Judicial deixou de ser acionada apenas em cenários de colapso financeiro e passou a ser utilizada também por empresas que seguem operando, ainda que pressionadas financeiramente.

O artigo aponta que esse novo contexto torna os processos mais complexos, reunindo credores ativos, contratos em andamento e estruturas empresariais em funcionamento, o que exige maior organização das informações, governança e transparência na condução do procedimento.

Dr. Bruno também ressalta que a atuação do Administrador Judicial assume papel decisivo nesse cenário, indo além do cumprimento formal das atribuições legais e contribuindo para a fiscalização das atividades do devedor, a confiabilidade das informações e a estabilidade do processo.

Segundo o autor, a condução adequada das Recuperações Judiciais depende cada vez mais de uma atuação técnica, independente e institucional, capaz de equilibrar interesses, preservar valor e garantir segurança jurídica às partes envolvidas.

A publicação reforça a importância da governança e da qualidade das informações para a previsibilidade do procedimento e para a preservação de empresas viáveis em um ambiente econômico desafiador.

Confira o artigo completo na íntegra: https://recuperacaojudicial.com.br/crescimento-pedidos-recuperacao-judicial-desafios-atuacao-tecnica/

 

Neste artigo, Marcos Françóia explica como a governança tributária e o compliance se tornam pilares estratégicos no novo modelo fiscal brasileiro.

Por Marcos Françóia – MBF Partners

A Reforma Tributária está avançando, e junto com ela vem uma nova forma de pensar gestão, controle e responsabilidade fiscal dentro das empresas brasileiras. Muito se fala sobre simplificação, modernização e eficiência, mas, na prática, o que realmente muda para empresários, gestores e profissionais que precisam manter seus negócios competitivos e seguros?

A verdade é que estamos entrando em um ambiente onde a governança tributária deixa de ser diferencial para se tornar condição básica de sobrevivência. A implementação do IBS, da CBS e do modelo dual trará um sistema mais transparente, porém muito mais automatizado, integrado e intolerante a falhas.

O fim da improvisação fiscal

Durante décadas, empresas brasileiras, especialmente as pequenas e médias conviveram com um sistema complexo que, muitas vezes, permitia ajustes, manobras, parcelamentos e o famoso “jeitinho brasileiro”. Isso não existe mais.

Com a integração digital das administrações tributárias, cruzamentos automáticos e cobrança na “origem” da transação, a margem de erro diminui drasticamente. E, quando há erro, ele aparece na hora não mais anos depois, quando já gerou passivo, juros e dores de cabeça.

Compliance tributário passa a ser estratégia, não burocracia

Governança tributária não significa apenas pagar imposto. Significa:

  • Controlar riscos com precisão;
  • Padronizar processos;
  • Saber justificar cada crédito e cada débito;
  • Integrar setores que antes mal conversavam;
  • Acompanhar atualizações legais em tempo real;
  • Ajustar preços, contratos e estoques com base na nova lógica fiscal.

Empresas que não fizerem isso vão enfrentar um ambiente hostil: autuações instantâneas, bloqueio de créditos, inconsistências automáticas e perda de competitividade.

Transparência: da teoria para a prática

A reforma tem como premissa facilitar o entendimento do sistema tributário. No papel, isso é ótimo. Mas, na prática, significa também que a transparência valerá para todos os lados: o governo terá mais clareza, mais dados e mais capacidade de identificar incongruências.

Ou seja: não haverá espaço para incerteza, achismo ou decisões sem lastro técnico.

Um novo comportamento empresarial

O empresário brasileiro está sendo chamado a amadurecer tributariamente. Isso envolve:

  • Investir em governança; aqui traduzida para muitos como organização interna de informações;
  • Ter equipes capacitadas ou consultorias especializadas;
  • Criar cultura de compliance;
  • Planejar e não apenas reagir.

A reforma não exige apenas tecnologia. Exige mentalidade nova.

Conclusão: quem se prepara lidera, quem não se adapta fica pelo caminho

A Reforma Tributária não é apenas uma mudança de regras. É uma mudança de paradigma. Empresas que enxergarem esse movimento como oportunidade sairão na frente: ganharão segurança, previsibilidade e poderão competir em mercados mais exigentes.

Já aquelas que insistirem em modelos ultrapassados enfrentarão um cenário cada vez menos tolerante ao improviso.

No novo modelo fiscal brasileiro, governança tributária deixa de ser uma escolha e se torna um pilar estratégico.