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Neste artigo, assinado por Bruno Françóia, o autor analisa o crescimento dos pedidos de Recuperação Judicial no Brasil e destaca a importância da atuação técnica do Administrador Judicial para assegurar transparência, governança e segurança jurídica nos processos.

 

O crescimento dos pedidos de Recuperação Judicial e o desafio da atuação técnica do Administrador Judicial

O aumento dos pedidos de Recuperação Judicial no Brasil ao longo dos últimos anos evidencia uma mudança relevante no perfil das empresas que recorrem ao instituto. A Recuperação Judicial deixou de ser utilizada apenas por empresas em colapso e passou a ser buscada também por sociedades que seguem operando, faturando e inseridas em seus marcados, ainda que financeiramente pressionadas.

Esse novo cenário torna os processos ainda mais complexos, reunindo empresas em diferentes níveis de organização, com credores ativos, contratos em curso e cadeias produtivas em funcionamento.

Nesse ambiente, falhas de informação, desorganização e fragilidade de governança deixam de ser meros inconvenientes e passam a representar riscos reais à viabilidade do processo recuperacional.

Por isso, a responsabilidade dos agentes envolvidos no procedimento aumenta, o que reforça a importância de uma atuação técnica qualificada, especialmente por parte do Administrador Judicial, cuja função assume papel decisivo para a regularidade, a transparência, a credibilidade, o equilíbrio entre as partes e a segurança jurídica do processo.

O contexto atual das Recuperações Judiciais

A Recuperação Judicial tem sido cada vez mais utilizada em ambientes de restrição de crédito, elevação do custo financeiro e instabilidade econômica. Como consequência, os processos passaram a demandar maior rigor na análise das informações, maior controle das obrigações assumidas e maior clareza na comunicação entre devedor, credores e Judiciário. Em processos cada vez mais sofisticados, a ausência desses elementos compromete diretamente a confiança e a previsibilidade do procedimento.

Observa-se também um aumento da complexidade operacional dos casos, com planos de recuperação mais detalhados e negociações que exigem acompanhamento técnico contínuo. Assim, a condução adequada do processo depende não apenas da aplicação da legislação, mas da qualidade das informações e da organização do procedimento como um todo.

A atuação do Administrador Judicial diante desse cenário

A função do Administrador Judicial, nesse ambiente, não se limita ao cumprimento formal das atribuições legais. Sua atuação técnica é fundamental para assegurar a fiscalização efetiva do devedor, a confiabilidade das informações apresentadas e a adequada prestação de contas ao juízo e aos credores.

O Administrador Judicial exerce papel relevante na estruturação do processo, contribuindo para a organização das informações, o acompanhamento das atividades empresariais e a identificação de riscos que possam comprometer a execução do plano de recuperação. Em um cenário de alta complexidade, relatórios frágeis ou dados imprecisos podem distorcer decisões e comprometer negociações.

Trata-se, portanto, de uma atuação que exige independência, responsabilidade técnica e postura institucional.

Nesse contexto, torna-se cada vez mais relevante que o Administrador Judicial reúna não apenas domínio jurídico, mas também conhecimento técnico em gestão empresarial, finanças e governança. A compreensão da dinâmica operacional das empresas em recuperação, de seus fluxos, riscos e estruturas decisórias, contribui para análises mais consistentes, relatórios mais qualificados e maior segurança na condução do processo, sem que isso represente extrapolação das atribuições legais da função.

Desafios e limites da atuação técnica

O crescimento dos pedidos de Recuperação Judicial também evidencia desafios importantes relacionados à atuação do Administrador Judicial. Entre eles, destaca-se a necessidade de equilíbrio entre uma fiscalização efetiva e o respeito aos limites legais da função, evitando tanto a atuação meramente formal quanto a extrapolação de atribuições.

A multiplicidade de interesses envolvidos no processo exige postura técnica consistente, capaz de contribuir para a estabilidade do procedimento e para a preservação do ambiente de negociação. A ausência de rigor na análise das informações ou a fragilidade na comunicação tendem a comprometer a confiança entre as partes e a própria efetividade da recuperação.

Governança e transparência como elementos estruturantes

A governança e a transparência assumem papel central na condução da Recuperação Judicial, especialmente em cenários de maior complexidade. A atuação do Administrador Judicial contribui diretamente para o fortalecimento desses pilares, por meio da fiscalização, da organização das informações e da comunicação clara com as partes interessadas.

A prestação de informações confiáveis, a padronização de relatórios e o acompanhamento adequado das obrigações assumidas pelo devedor favorecem a previsibilidade do processo e reduzem conflitos. Esses elementos são essenciais para a preservação da atividade empresarial e para a segurança jurídica das decisões adotadas.

Considerações finais

O crescimento dos pedidos de Recuperação Judicial no Brasil impõe maior rigor técnico na condução dos processos. Nesse contexto, a atuação do Administrador Judicial assume relevância ainda maior, como elemento essencial para a organização, a transparência e o equilíbrio do procedimento.

Uma Administração Judicial técnica, independente e institucional não apenas organiza o processo, ela preserva valor, sustenta a confiança dos credores e contribui para que a Recuperação Judicial cumpra a sua finalidade de preservar empresas viáveis e garantir segurança jurídica ao mercado.

Bruno Françóia
Diretor do Grupo MBF Partners
Administrador Judicial e Coordenador Jurídico

 

Marcos Françóia tem destaque em artigo que analisa papel do Administrador Judicial em recuperação empresarial e ressalta importância da atuação técnica

 

O artigo “Mais que judiciais, os AJ´s precisam ser administradores”, assinado por Marcos A. Françóia (Grupo MBF Partners), foi publicado no portal RecuperaçãoJudicial.com.br. Nele, Françóia faz uma análise profunda sobre a necessidade de elevar o papel do Administrador Judicial (AJ) em processos de recuperação, alinhando-o mais a um gestor de crise do que a um mero fiscal.

Marcos, começa destacando que, com a exigência da perícia prévia (art. 51-A da Lei 11.101/2005), o Judiciário passa a ter uma condição mais técnica e criteriosa para deferir o processamento da Recuperação Judicial o que exige dos AJs uma atuação mais qualificada desde o início.

Françóia argumenta que o papel do AJ deve ultrapassar a fiscalização documental, incorporando análise de relatórios gerenciais, consistência contábil, fluxo de caixa, passivos ocultos, viabilidade operacional e compreensão da dimensão humana da crise conflitos societários, vaidades, cultura interna etc. Ele propõe que os AJs atuem em equipes multidisciplinares e liderem a interlocução entre recuperanda, credores e Poder Judiciário, sugerindo caminhos sem necessariamente substituir o poder decisório da empresa.

Também chama atenção para riscos como o vazamento de informações estratégicas em autos processuais (listas de funcionários, preços, contratos), o custo de deslocamento para AJs externos e a importância da regionalização da atuação para tornar o processo mais eficiente e menos oneroso.

Françóia conclui que a Recuperação Judicial deve ser usada como meio de reestruturação efetiva e preservação de empregos, e que isso só é possível se os Administradores Judiciais adotarem um perfil técnico, sensível e atuante não apenas um papel formal de fiscalização.

👉 Leia o artigo completo no portal:
🔗 https://recuperacaojudicial.com.br/mais-que-judiciais-os-ajs-precisam-ser-administradores-um-olhar-critico-e-colaborativo-sobre-a-realidade-das-recuperacoes-judiciais-no-brasil/

Produtor Rural tem Plano de Recuperação Judicial aprovado; mais um caso que a MBF laudou a viabilidade econômica

Caso de Minas Gerais

O Grupo RCA, formado depor um produtor rural e uma empresa do setor de insumos agrícolas, alcançou um marco importante em sua trajetória: a aprovação do Plano de Recuperação Judicial (PRJ) em 05 de setembro de 2025, após mais de um ano de intensas negociações. O PRJ, antes de aprovado e analisado pelos credores, teve sua viabilidade econômico-financeira laudada pela MBF.

O processo, que tramita na Vara Empresarial de Uberaba/MG, envolve um passivo inicial superior a R$ 82 milhões e conta com mais de 80 credores habilitados. Desde junho de 2024, quando o pedido foi protocolado, foram necessárias sucessivas Assembleias Gerais de Credores (AGCs), com suspensões e ajustes, até que se alcançasse um consenso que permitisse a continuidade das atividades da empresa.

O que é o laudo de viabilidade e por que ele é decisivo

Em processos de Recuperação Judicial, em conjunto com a avaliação patrimonial dos bens e ativos, o laudo de viabilidade econômico-financeira é um documento essencial, previsto na Lei nº 11.101/2005 (Art. 53, incisos II e III), que regula a Recuperação Judicial, Extrajudicial e a Falência de empresas. Ele demonstra de forma técnica se a empresa tem condições reais de se recuperar, gerar resultados e cumprir com as obrigações previstas no plano.

O estudo apresenta projeções financeiras, análise de fluxo de caixa, capacidade de geração de resultados futuros, funcionando como uma bússola para credores, administradores judiciais e para o juiz decidirem sobre a viabilidade do plano. A lei também determina que o plano de recuperação, incluindo o laudo, deve ser apresentado em até 60 dias após o deferimento do processamento da Recuperação Judicial (RJ), garantindo transparência e credibilidade, reduzindo riscos de objeções ou rejeição do plano.

A importância da competência de quem laudos de viabilidade

A não entrega do PRJ acompanhado de laudos patrimoniais e de viabilidade pode resultar em falência. Por isso, é indispensável contratar profissionais ou empresas habilitadas e experientes para elaborar esses documentos. Contudo, a escolha inadequada, ainda que atenda o prazo, pode comprometer o processo de recuperação e as negociações com credores, caso os dados não sejam tratados com a devida expertise.

No caso do Grupo RCA, a MBF Partners, com mais de 30 anos de experiência em turnaround empresarial e gestão de crises corporativas, foi responsável pela elaboração dos laudos de avaliação patrimonial e de viabilidade econômico-financeira. Para o sócio-diretor Marcos Françóia, especialista em reestruturação e também administração judicial, o documento foi determinante para construir credibilidade junto aos credores:

“Cada caso é único, mas para os produtores rurais, a Recuperação Judicial ainda é um tema desafiador. O laudo mostrou, com base técnica e dados sólidos, que havia caminhos possíveis para a continuidade saudável da empresa e da produção rural. Isso deu confiança para os credores aprovarem o plano. É muito gratificante ver mais um PRJ que a gente laudou sendo aprovado. Nos últimos 2 anos, os casos que atuamos somam cerca de R$ 1 bi em dívidas que estão sendo equalizadas.”

Marcos Françóia é destaque em artigo sobre Recuperação Judicial publicado por grandes veículos de comunicação

O diretor da MBF Partners, Marcos Françóia, especialista em reestruturação empresarial e referência nacional em processos de Recuperação Judicial, teve um de seus artigos publicados recentemente em importantes portais de notícia do Brasil.

O Terra, um dos maiores e mais tradicionais portais de conteúdo digital do país, repercutiu o artigo “Trump não é um deles: 4 motivos que farão de 2025 o ano recorde de pedidos de Recuperação Judicial no Brasil”, onde Françóia analisa de forma criteriosa os fatores econômicos e jurídicos que devem impulsionar esse crescimento.

Outro veículo que também deu destaque ao conteúdo foi o MT Econômico, conhecido como um dos portais de economia mais relevantes do Centro-Oeste brasileiro, especializado em negócios, mercado e agronegócio. A publicação reforça a relevância do tema e a autoridade de Françóia no cenário nacional.

O artigo traz reflexões importantes sobre o ambiente econômico atual e alerta empresários e gestores sobre a necessidade de se prepararem para um cenário de maior complexidade e riscos.

Quando o desafio se transforma em oportunidade

Momentos de instabilidade podem ser decisivos para a sobrevivência e o futuro das empresas. A adoção de estratégias sólidas de turnaround empresarial, a análise criteriosa da viabilidade econômica e a busca por alternativas legais, como a recuperação judicial ou extrajudicial, são caminhos que permitem a reestruturação eficiente de negócios em dificuldades.

A MBF Partners é referência nacional nesse processo. Com mais de 30 anos de atuação, sua equipe multidisciplinar alia experiência prática à visão estratégica, oferecendo soluções que vão além da crise, promovendo gestão eficiente, governança e sustentabilidade empresarial.

Leia na íntegra os artigos publicados:

📌 Terra – Trump não é um deles: 4 motivos que farão de 2025 o ano recorde de pedidos de Recuperação Judicial no Brasil

📌 MT Econômico – Trump não é um deles: 4 motivos que farão de 2025 o ano recorde de pedidos de Recuperação Judicial no Brasil